Regressão de Memória

Hipnose

Terapia de Vidas Passadas

 

Histórias que Constroem 6

 

 

Veja abaixo algumas histórias que nos foram enviadas via email. Para lê-las clique sobre seus títulos.

 

 

 

 

O Poder da Oração

O Conto das Areias

Um Sábio Conselho

Uma Lenda Judaica

Dilema da Vida

Valorize o Que Tem

Três Conselhos

A Sogra e a Nora

 

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O PODER DA ORAÇÃO 

  Autor: Padre Mustafa

 

    Conta-se que uma pobre senhora, com visível ar de derrota estampado no rosto, entrou num armazém, se aproximou do proprietário, conhecido pelo seu jeito grosseiro, e lhe pediu fiado alguns mantimentos.    Ela explicou que o seu marido estava muito doente e não podia trabalhar e que tinha sete filhos para alimentar.

    O dono do armazém zombou dela e pediu que se retirasse do seu estabelecimento. Pensando na necessidade da sua família ela implorou:

    - Por favor senhor, eu lhe darei o dinheiro assim que eu tiver...

    Mas o homem lhe respondeu que ela não tinha crédito e nem conta na sua loja.

    Em pé, no balcão ao lado, um freguês que assistia a conversa entre os dois, se aproximou do dono do armazém e lhe disse que ele deveria dar o que aquela mulher necessitava para a sua família por sua conta. Então o comerciante falou meio relutante para a pobre mulher:

    - Você tem uma lista de mantimentos?

    - Sim, respondeu ela.

    - Muito bem, coloque a sua lista na balança e o quanto ela pesar, eu lhe darei em mantimentos.

    A pobre mulher hesitou por uns instantes e com a cabeça curvada, retirou da bolsa um pedaço de papel, escreveu alguma coisa e o depositou suavemente na balança.

    Os três ficaram admirados quando o prato da balança com o papel desceu e permaneceu embaixo.

    Completamente admirado com o marcador da balança, o comerciante virou-se lentamente para o seu freguês e comentou contrariado:

    - Eu não posso acreditar! 

    O freguês sorriu e o homem começou a colocar os mantimentos no outro prato da balança. Como a escala da balança não equilibrava, ele continuou colocando mais e mais mantimentos até não caber mais nada. O comerciante ficou parado por uns instantes olhando para a balança, tentando entender o que havia acontecido... Finalmente, pegou o pedaço de papel da balança e ficou espantado pois não era uma lista de compras e sim uma oração com os seguintes dizeres:

    - Meu Senhor, o Senhor conhece as minhas necessidades e eu estou deixando isto em Suas mãos...

    O homem deu as mercadorias para a pobre mulher no mais completo silêncio. Ela agradeceu e foi embora.

    O freguês pagou a conta e disse: - Valeu cada centavo...

    E só mais tarde o comerciante pôde reparar que a balança havia quebrado, naquele momento ele entendeu que só Deus sabe o quanto pesa uma prece...

    Muitos de nós temos esquecido do poder da oração nos momentos de dificuldades e nos de alegria.

    Geralmente o que fazemos é lamentar a situação e duvidar do amparo divino.

    No entanto, Jesus, o Mestre por excelência, buscava elevar o pensamento ao Pai, em muitos momentos de Sua existência na Terra. E várias vezes para rogar pela humanidade inteira.

    A prece deveria ser nossa primeira atitude nas horas difíceis e também nos momentos de felicidade. Na dificuldade para rogar forças e discernimento e na alegria para agradecer. Afinal, a oração é a porta que abrimos para nos comunicar com as forças superiores que, em última instância, vêm do Criador do universo.

    A oração tem o peso que a nossa emoção lhe dá.  Somente a prece impulsionada pelo sentimento e pela verdadeira fé, alcançam o seu objetivo. 

 


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O Conto das Areias

Conto popular do oriente

 

Num reino, distante das altas montanhas, nasceu um rio claro, transparente.

Fez uma longa viagem e, no decorrer de sua existência, percorreu países diferentes, sulcados por vales extensos e férteis.

Por fim, chegou diante das areias de um deserto imenso.

Ele tinha encontrado muitas dificuldades que sempre soubera ultrapassar.

Da rocha mais dura fizera seixos lisos e doces que cantavam com ele em sua rota.

Tentou atravessar este último obstáculo do seu jeito habitual. Grande foi sua surpresa quando percebeu que toda a arte e toda a ciência que possuía não tinham agora qualquer utilidade para ele.

Suas águas desapareciam nas areias tão rapidamente como ele as lançava.

Recomeçou, e recomeçou, durante tanto tempo que o desespero o invadiu. Mas ele continuava a lançar suas águas sobre a areia, no imenso silêncio do deserto.

Foi então que, do fundo da areia, se elevou o murmúrio de uma voz que segredou:

– O vento atravessa o deserto, e o rio pode fazer o mesmo.

O rio respondeu que era exatamente aquilo que se esforçava por fazer, e que estava exausto:

– Tudo o que consegui foi me perder um pouco mais a cada tentativa. E estou apenas na borda deste deserto.

– E acrescentou: – O vento pode voar, por isso pode atravessar o deserto.

– Continue a lançar-se com violência, como estava fazendo – disseram-lhe as areias –, e não conseguirá atravessar. Desaparecerá ou se transformará em charco estagnado. Deve permitir que o vento o leve ao seu destino.

Mas como posso fazer isso? – perguntou o rio.

– Aceite ser absorvido pelo vento – respondeu o murmúrio.

Esta idéia não lhe agradou nem um pouco. Além do mais, ele jamais tinha sido absorvido. Tinha medo de perder sua individualidade.

– E uma vez que tiver desaparecido, como recuperar minha identidade? Quando serei novamente um rio?

– O vento, o vento – murmuraram as areias – ele cumprirá sua função. Ele levanta as águas, as transporta por sobre o deserto, e as faz descer como chuva, e esta forma de novo um rio.

– Mas – foi o grito do rio –, como saber se você diz a verdade?

– É assim – recomeçou a voz, do fundo das areias

– E se você não acredita, se transformará em lodaçal. 1sso levará alguns anos. Mas, você sabe, um charco é muito diferente de um rio.

– Mas não posso continuar tal como sou agora? – implorou o rio.

– Não, é impossível – murmuraram as areias. – Você não pode conservar sua forma atual. Mas se o seu ser (sua parte essencial) for transportado, ele voltará a ser um rio.

– Mas – lamentou-se o rio –, nem mesmo sei qual é a minha parte essencial.

Não vinha mais nenhuma voz do deserto, que tornou a fechar-se no horizonte.

Então, a voz das areias começou a ressoar na memória do rio.

Estranhas lembranças lhe faziam eco. Como se já alguma parte dele (mas qual?) tivesse sido levada pelo vento.

Parecia que se lembrava de que tudo aquilo devia acontecer-lhe, e que devia cumprir seu destino, mesmo que não tivesse a mínima vontade.

E o rio parou de resistir. Suas águas se elevaram em vapor nos braços acolhedores do vento, que aspirou delicadamente sua parte essencial.

Ele as levou muito depressa, muito longe, e as ergueu muito alto, sobre os cimos, até o longínquo reino das montanhas, muito além do deserto.

Então, o rio tomou consciência de seu ser, onde ressoava o eco de uma voz, vinda das areias:

– Nós, as areias, conhecemos o caminho que se estende, dia após dia, desde o fim dos rios até o longínquo reino das montanhas.

 Eis por que se diz: o rio da vida tem um caminho, e seu destino está inscrito nas areias.

 


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Um Sábio Conselho

 

Um esposo foi visitar um sábio conselheiro e disse-lhe que já não amava sua esposa e que pensava em separar-se.

O sábio escutou-o, olhou-o nos olhos e disse-lhes apenas uma palavra: - Ame-a. E logo se calou.

- Mas, já não sinto nada por ela!

- Ame-a, disse-lhe novamente o sábio.

 E diante do desconcerto do senhor, depois de um breve silêncio, disse-lhe o seguinte:

"Amar é uma decisão, não um sentimento; amar é dedicação e entrega. Amar é um verbo e o fruto dessa ação é o amor.

O amor é um exercício de jardinagem: arranque o que faz mal, prepare o terreno, semeie, seja paciente, regue e cuide. 

Esteja preparado porque haverá pragas, secas ou excessos de chuvas, mas nem por isso abandone o seu jardim.

Ame seu par, ou seja, aceite-o, valorize-o, respeite-o, dê afeto e ternura, admire e compreenda-o. Isso é tudo. Ame!

 " A inteligência sem amor te faz perverso. A justiça sem amor te faz implacável.

A diplomacia sem amor te faz hipócrita. O êxito sem amor te faz arrogante.

A riqueza sem amor te faz avaro.

 A docilidade sem amor te faz servil.

 A pobreza sem amor te faz orgulhoso.

A beleza sem amor te faz ridículo.

A autoridade sem amor te faz tirano.

O trabalho sem amor te faz escravo.

 A simplicidade sem amor te deprecia.

A lei sem amor te escraviza. A fé sem amor te deixa fanático.

 A cruz sem amor se converte em tortura.

A vida sem amor...não tem sentido.

 


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UMA LENDA JUDAICA



DEUS CONVIDOU UM RABINO PARA CONHECER O CÉU E O INFERNO.
AO ABRIREM A PORTA DO INFERNO, VIRAM UMA SALA EM CUJO CENTRO HAVIA UM CALDEIRÃO ONDE SE COZINHAVA UMA SUCULENTA SOPA. EM VOLTA DELA,ESTAVAM SENTADAS PESSOAS FAMINTAS E DESESPERADAS. CADA UMA DELAS SEGURAVA UMA COLHER DE CABO TÃO COMPRIDO
QUE LHE PERMITIA ALCANÇAR O CALDEIRÃO, MAS NÃO SUAS PRÓPRIAS BOCAS.
O SOFRIMENTO ERA IMENSO. EM SEGUIDA, DEUS LEVOU O RABINO PARA CONHECER O CÉU.
ENTRARAM EM UMA SALA IDÊNTICA À PRIMEIRA:HAVIA O MESMO CALDEIRÃO,
AS PESSOAS EM VOLTA, AS COLHERES DE CABO COMPRIDO.A DIFERENÇA É
QUE TODOS ESTAVAM SACIADOS.
"EU NÃO COMPREENDO", DISSE O RABINO.
"POR QUE AQUI AS PESSOAS ESTÃO FELIZES, ENQUANTO NA OUTRA SALA
MORREM DE AFLIÇÃO, SE É TUDO IGUAL?",
DEUS SORRIU E RESPONDEU:
"VOCÊ NÃO PERCEBEU?,É PORQUE AQUI ELES APRENDERAM A DAR COMIDA UNS AOS OUTROS".


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  DILEMA  DA VIDA - Macacos & Bananas


      Algumas  tribos africanas utilizam um método bastante curioso para capturar  macacos.
      Como  os macacos são muito espertos e vivem saltando nos galhos mais altos das árvores, os nativos desenvolveram o seguinte sistema: pegam uma cabaça de boca estreita e colocam dentro uma banana, amarram-na no tronco de uma árvore freqüentada pelos macacos, afastam-se e esperam. Então acontece o seguinte: quando os nativos vão embora, um macaco curioso desce, olha dentro da cabaça e vê a banana. Enfia sua mão e apanha a fruta, mas como a boca do recipiente é muito estreita , ele não consegue tirar a banana segurando-a.

Surge um dilema: se largar a banana, sua mão sai e ele pode ir embora livremente, caso contrário continua preso na armadilha.

Após um tempo, os nativos voltam e tranqüilamente capturam os macacos que teimosamente recusam-se a largar as bananas. O final é meio trágico, pois os macacos são capturados para serem comidos.

Parece inacreditável o grau de fixação destes macacos. Afinal, basta largar a banana e ficar livre do destino de ir para a panela. Fácil demais. O problema deve estar  no valor exagerado que o macaco atribui a banana. Ela já está ali, na sua mão. Parece ser uma insanidade largá-la.

Essa história nos fazer refletir se muitas vezes  não fazemos exatamente como os macacos. Você nunca conheceu alguém que está totalmente insatisfeito com o emprego, mas insiste em permanecer mesmo sabendo que está cultivando um infarto? Ou casais com relacionamentos completamente deteriorados que permanecem sofrendo, traindo e sendo traídos? Ou pessoas infelizes por causa de decisões antigas que continuam adiando um novo caminho que trará de volta a alegria de viver? Somos ou não somos os macacos?

A vida é  preciosa demais para nos apegarmos à uma banana que, apesar de estar na nossa mão, pode levar-nos direto à panela.

 


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Valorize o que tem

 

Às vezes não enxergamos o que temos, pelo simples fato de ser nosso.

 Um dono de um pequeno comércio, amigo do grande poeta Olavo Bilac, abordou-o na rua:

  - Sr Bilac, estou precisando vender meu sítio, que o senhor tão bem conhece. Poderia redigir um anúncio para o jornal?

Olavo Bilac apanhou um papel e escreveu:

 "Vende-se encantadora propriedade, onde cantam os pássaros ao amanhecer no extenso arvoredo, cortada por cristalinas e marejantes águas de um ribeirão. A casa, banhada pelo sol nascente, oferece a sombra tranqüila das tardes na varanda".

 Meses depois, topa o poeta com o homem e pergunta-lhe se havia vendido o sítio.

- Nem pense mais nisso! - disse o homem. Quando li o anúncio é que percebi a maravilha que eu tinha.

 

Às vezes não descobrimos as coisas boas que temos conosco e vamos longe, atrás de miragens de falsos tesouros.

Valorize o que tens: as pessoas, a família, os amigos, os momentos...


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TRÊS CONSELHOS

 

 Um casal de jovens recém-casados, era muito pobre e vivia de favores num sítio do interior. Um dia o marido fez a seguinte proposta para a esposa:
 - "querida eu vou sair de casa, vou viajar para bem longe, arrumar um emprego e trabalhar até ter condições para voltar e dar-te uma vida mais digna e confortável. Não sei quanto tempo vou ficar longe, só peço uma coisa, que você me espere e enquanto eu estiver fora, seja fiel a mim, pois eu serei fiel a você". 
Assim sendo, o jovem saiu. Andou muitos dias a pé, até que encontrou um fazendeiro que estava precisando de alguém para ajudá-lo em sua fazenda. O jovem chegou e ofereceu-se para trabalhar, no que foi aceito. Pediu para fazer um pacto com o patrão, o que também foi aceito. O pacto foi o seguinte: 
- "me deixe trabalhar pelo tempo que eu quiser e quando eu achar que devo ir, o senhor me dispensa das minhas obrigações. Eu não quero receber o meu salário. Peço que o senhor o coloque na poupança até o dia em que eu for embora. No dia em que eu sair o senhor me dá o dinheiro e eu sigo o meu caminho". 
Tudo combinado, aquele jovem trabalhou durante vinte anos, sem férias e sem descanso. 

Depois de vinte anos chegou para o patrão e disse: 
- "Patrão, eu quero o meu dinheiro, pois estou voltando para a minha casa". 
O patrão então lhe respondeu: 
- "Tudo bem, afinal, fizemos um pacto e vou cumpri-lo, só que antes quero lhe fazer uma proposta, tudo bem? Eu lhe dou o seu dinheiro e você vai embora, ou lhe dou três conselhos e não lhe dou o dinheiro e você vai embora e se eu lhe der o dinheiro eu não lhe dou os conselhos, se eu lhe der os conselhos, eu não lhe dou o dinheiro. Vá para o seu quarto, pense e depois me dê a resposta". 
Ele pensou durante dois dias, procurou o patrão e disse-lhe: 
- "quero os três conselhos". 
O patrão novamente frisou: 
- "Se lhe der os conselhos, não lhe dou o dinheiro".
 E o empregado respondeu: 
- "Quero os conselhos". 
O patrão então lhe falou: 
1. "NUNCA TOME ATALHOS EM SUA VIDA. Caminhos mais curtos e desconhecidos podem custar a sua vida. 
2. NUNCA SEJA CURIOSO PARA AQUILO QUE É MAL, pois a curiosidade pro mal pode ser mortal. 
3. NUNCA TOME DECISÕES EM MOMENTOS DE ÓDIO OU DE DOR, pois você pode se arrepender e ser tarde demais." 
Após dar os conselhos, o patrão disse ao rapaz, que já não era tão jovem assim: 
- "Aqui você tem três pães, dois para você comer durante a viagem e o terceiro é para comer com sua esposa quando chegar a sua casa". 
O homem então, seguiu seu caminho de volta, depois de vinte anos longe de casa e da esposa que ele tanto amava.

 Após o primeiro dia de viagem, encontrou um andarilho que o cumprimentou e lhe perguntou: 
- "Pra onde você vai?" 
Ele respondeu: 
- "Vou para um lugar muito distante que fica a mais de vinte dias de caminhada por essa estrada". 
O andarilho disse-lhe então: 
- "Rapaz, este caminho é muito longo, eu conheço um atalho que é dez, e você chega em poucos dias". 
O rapaz contente, começou a seguir pelo atalho, quando lembrou-se do primeiro conselho, então voltou e seguiu o normal. Dias  depois soube que o atalho levava a uma emboscada. 

Depois de alguns dias de viagem, cansado ao extremo, achou uma pensão à beira da estrada, onde pode hospedar-se. Pagou a diária e após tomar um banho deitou-se para dormir. De madrugada acordou assustado com um grito estarrecedor. Levantou-se de um salto só e dirigiu-se à porta para ir até o local do grito. Quando estava abrindo a porta, lembrou-se do segundo conselho. Voltou, deitou- se e dormiu. 
Ao amanhecer, após tomar café, o dono da hospedagem lhe perguntou se ele não havia ouvido um grito e ele disse que tinha ouvido. 
O hospedeiro: 
- e você não ficou curioso? 
Ele disse que não. 
No que o hospedeiro respondeu:
- Você é o primeiro hóspede a sair daqui vivo, pois meu filho tem crises de loucura, grita durante a noite e quando o hóspede sai, mata-o e enterra-o no quintal. 

O rapaz prosseguiu na sua longa jornada, ansioso por chegar a sua casa. Depois de muitos dias e noites de caminhada... já ao entardecer, viu entre as árvores a fumaça de sua casinha, andou e logo viu entre os arbustos a silhueta de sua esposa. Estava anoitecendo, mas ele pode ver que ela não estava só. Andou mais um pouco e viu que ela tinha entre as pernas, um homem a quem estava acariciando os cabelos. Quando viu aquela cena, seu coração se encheu de ódio e amargura e decidiu-se a correr de encontro aos dois e a matá-los sem piedade.
Respirou fundo, apressou os passos, quando lembrou-se do terceiro conselho.
Então parou, refletiu e decidiu dormir aquela noite ali mesmo e no dia seguinte tomar uma decisão. Ao amanhecer, já com a cabeça fria, ele disse:
- "Não vou matar minha esposa e nem o seu amante”.
Vou voltar para o meu patrão e pedir que ele me aceite de volta. Só que antes, quero dizer a esposa que eu sempre fui fiel a ela.
Dirigiu-se à porta da casa e bateu. Quando a esposa abre a porta e o reconhece, se atira em seu pescoço e o abraça afetuosamente. Ele tenta afastá-la, mas não consegue. Então com as lágrimas nos olhos lhe diz:
- "Eu fui fiel a você e você me traiu...
Ela espantada lhe responde:
- "Como? eu nunca lhe trai, esperei durante esses vintes anos. Ele então lhe perguntou:
- "E aquele homem que você estava acariciando ontem ao entardecer?
E ela lhe disse:
- "Aquele homem é o nosso filho. Quando você foi embora, descobri que estava grávida. Hoje ele está com vinte anos de idade".
Então o marido entrou, conheceu, abraçou o filho e contou-lhes toda a sua história, enquanto a esposa preparava o café. Sentaram-se para tomar café e comer juntos o último pão.
Após a oração de agradecimento, com lágrimas de emoção,, ele parte o pão e ao abri-lo encontra todo o seu dinheiro, o pagamento por seus vinte anos de dedicação.

 


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A Sogra e a Nora

 

Há muito tempo, uma menina chamada Lili se casou e foi viver com o marido e a sogra. Depois de alguns dias, passou a não se entender com a mesma. As personalidades delas eram muito diferentes e Lili foi se irritando com os hábitos da sogra, que freqüentemente a criticava. Meses se passaram e Lili e sua sogra cada vez mais discutiam e brigavam. De acordo com antiga tradição chinesa a nora tinha que se curvar à sogra e obedecê-la em tudo. Lili, já não suportando mais conviver com a sogra decidiu tomar uma atitude e foi visitar um amigo de seu pai. Depois de ouví-la, ele pegou um pacote de ervas e lhe disse: Você não poderá usá-las de uma só vez para se libertar de sua sogra porque isso causaria suspeitas. Vou lhe dar várias ervas que irão lentamente envenenando sua sogra. A cada dois dias ponha um pouco destas ervas na comida dela. Agora, para ter certeza de que ninguém suspeitará de você quando ela morrer, você deve ter muito cuidado e agir de forma muito amigável. Não discuta, ajudarei a resolver seu problema, mas você tem que me escutar e seguir todas as instruções que eu lhe der. Lili respondeu: - Sim, Sr. Huang, eu farei tudo o que o senhor me pedir. Lili ficou muito contente, agradeceu ao Sr. Huang e voltou apressada para casa para começar o projeto de assassinar a sua sogra. Semanas se passaram e a cada dois dias Lili servia a comida "especialmente tratada" a sua sogra. Ela sempre lembrava do que Sr.Huang tinha recomendado sobre evitar suspeitas e, assim, controlou o seu temperamento, obedeceu a sogra e a tratou como se fosse sua própria mãe. Depois de seis meses, a casa inteira estava com outro astral, Lili tinha controlado o seu temperamento e quase nunca se aborrecia. Nesses seis meses, não tinha tido nenhuma discussão com a sogra, que agora parecia muito mais amável e mais fácil de lidar. As atitudes da sogra também mudaram e elas passaram a se tratar como mãe e filha. Um dia, Lili foi novamente procurar o Sr. Huang para pedir-lhe ajuda e disse: Querido Sr. Huang, por favor, me ajude a evitar que o veneno mate minha sogra! Ela se transformou numa mulher agradável e eu a amo como se fosse minha mãe. Não quero que ela morra por causa do veneno que eu lhe dei. Sr. Huang sorriu e acenou com a cabeça. - Lili, não precisa se preocupar. As ervas que eu dei eram vitaminas para melhorar a saúde dela. O veneno estava na sua mente e na sua atitude, mas foi jogado fora e substituído pelo amor que você passou a dar a ela. Na China existe uma regra dourada que diz: "A pessoa que ama os outros também será amada". Na grande parte das vezes, recebemos das outras pessoas o que damos a elas... por isso tenha cuidado! Lembre-se sempre: o plantio é opcional, mas a colheita é obrigatória. Por isso, tenha cuidado com o que planta! 

 

 


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