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Hipnose

Terapia de Vidas Passadas

 

Histórias que Constroem 4

 

 

Veja abaixo algumas histórias que nos foram enviadas via email. Para lê-las clique sobre seus títulos.

 

 

 

 

Uma História do Padre Mustafa

Confiança e Serenidade

A Despedida de Um Escritor

A Vida em Abundância

O Bosque

Jesus, Eu Sou o Zé

O Eterno Descontente

O Ferreiro

 

página 1

Página 2 

Página 3

Página 4

 

página 5

página 6

página 7

 

 

 

 

Uma  História do Padre Mustafa

Autor: Padre Mohamed

 

"Muitas histórias se contam a respeito do padre Mustafá, o padre Andarilho. Diz-se que ele caminhava por uma estrada cercado (como sempre) pelos discípulos quando, ao atravessar uma ponte, viu um escorpião sendo arrastado pelas águas. O padre correu pela margem do rio, meteu-se na água e pegou o bichinho com a mão. Quando o trazia para fora, o bichinho desesperado picou o padre que sentindo a dor da picada deixou-o cair novamente no rio. Mas ele não desistiu de salvar o escorpião. Foi até a margem do rio, pegou um galho de árvore, e com este galho entrou no rio e salvou o escorpião.

 Deixou o escorpião são e salvo no solo e ficou observando aquele pequeno ser caminhar de volta à sua vida. Seus discípulos foram se aproximando, incrédulos com o que haviam visto, e lhe perguntaram:

- Padre, você é nosso Mestre. Mas não entendemos o que fez. Sua mão deve estar doendo muito! Porque foi salvar esse bicho ruim e venenoso? Ele que se afogasse! Seria um a menos! Veja como ele respondeu a sua ajuda! Picou a mão que o salvara! Não merecia sua compaixão!

Padre Mustafa ouviu tranqüilamente os comentários e respondeu:

- "Ele agiu conforme sua natureza, e eu de acordo com a minha."

Olhando os discípulos nos olhos continuou:

- “Quando fui salvar o escorpião não pedi para ele deixar de ser escorpião. Quando eu faço o Bem devo aceitar o outro como ele é. E o outro vai responder de acordo com sua natureza. Se aceito a vida assim serei sempre feliz. Porque minha felicidade será ajudar o outro e isto me bastará.

Os discípulos se olharam e disseram: “Padre, mas e se o outro for mal?”

- Se o outro for mal quem sabe terei plantado uma semente de bondade em seu coração.  E no meu coração terei cultivado minha “plantinha” de bondade.


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Confiança e Serenidade

Autor: Padre Mohamed

 

 O discípulo, pesaroso, se aproximou do Padre Mustafá e perguntou: "Qual é a compreensão que permite manter a serenidade em qualquer circunstância?”  

O Mestre olhou para o céu, esboçou um sorriso e com ternura na voz contou essa história:

Há centenas de anos, um grande navio cruzava o mar roçando a superfície azul-turquesa da água. Um vento favorável, suave como uma brisa, enfunava as velas; enquanto ouvia-se o som de madeiras rangendo. O sol, ao se pôr, refletia como que fogo líquido nas águas, pondo mansamente fim a outro dia. Tudo estava tranqüilo e feliz a bordo. Todos contentes e despreocupados.

Súbito, noite adentro, o céu passou a assumir uma aparência tenebrosa, o vento mudou e uma terrível tempestade desabou, fazendo estremecer aquele enorme navio que se agitava agora, como uma indefesa casca de noz. Ondas de tamanho e força descomunais se abateram sobre ele. "Estamos perdidos", diziam todos.

Um único tripulante permaneceu calmo por todo o tempo em meio ao pânico geral. Um menino de sete anos, filho do comandante. 

Intrigadas, algumas pessoas se aproximaram dele e perguntaram: "Incrível menino, como é que você não treme de medo nesse momento em que a correnteza, o vento e as ondas apavoram a todos?"
Seus olhos grandes e claros se iluminaram: "Por que ter medo? Meu Pai está no leme...".


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A Despedida de Um Escritor

Autor: Gabriel Garcia Marques

 

 "Se, por um instante, Deus se esquecesse de que sou uma marionete de  trapo e me presenteasse com um pedaço de vida, possivelmente não diria tudo  o que penso, mas, certamente, pensaria tudo o que digo.

Daria valor às coisas, não pelo que valem, mas pelo que significam.

Dormiria pouco, sonharia mais, pois sei que a cada minuto que  fechamos  os olhos, perdemos sessenta segundos de luz.

Andaria quando os demais parassem, acordaria quando os outros dormem.

Escutaria quando os outros falassem e gozaria um bom sorvete de  chocolate.

 Se Deus me presenteasse com um pedaço de vida, vestiria simplesmente,   me jogaria de bruços no solo, deixando a descoberto não apenas meu  corpo, como minha alma.

Deus meu, se eu tivesse um coração, escreveria meu ódio sobre o gelo  e esperaria que o sol saísse. Pintaria com um sonho de Van Gogh sobre estrelas um poema de Mário Benedetti e uma canção de Serrat seria a  serenata que ofereceria à Lua.

Regaria as rosas com minhas lágrimas para sentir a dor  dos espinhos e o encarnado beijo de suas pétalas.

Deus meu, se eu tivesse um pedaço de vida. Não deixaria passar um só dia sem dizer às gentes - te amo, te amo.

Convenceria cada mulher e cada homem que são os meus favoritos e  viveria enamorado do amor.

Aos homens, lhes provaria como estão enganados ao pensar que deixam  de se apaixonar quando envelhecem, sem saber que envelhecem quando deixam  de se
apaixonar.

A uma criança, lhe daria asas, mas deixaria que aprendesse  a voar sozinha.

Aos  velhos ensinaria que a morte não chega com a velhice, mas com o esquecimento.

Tantas coisas aprendi com vocês, os homens...

Aprendi  que todo mundo quer viver no cimo da montanha, sem saber que a verdadeira felicidade está na forma de subir a escarpa.

Aprendi que quando um recém-nascido aperta com sua pequena mão pela primeira vez o dedo de seu pai, o tem prisioneiro para sempre.

Aprendi que um homem só tem o direito de olhar um outro de cima para baixo para ajudá-lo a levantar-se.

São tantas as coisas que pude aprender com vocês, mas, finalmente,  não poderão servir muito porque quando me olharem dentro dessa maleta, infelizmente
estarei morrendo."
  
 


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A Vida em Abundância

Autor: anônimo

 

Um dia, um pai, grande empresário, de família muitíssimo rica, levou seu filho de seis anos para viajar até um lugarejo com o firme propósito de mostrar ao menino como é que pessoas tão pobres podem viver em um mundo, onde só ricos e poderosos têm vez e voz.

Passaram dois dias e duas noites no sitio de uma família muito pobrezinha.

Quando retornaram da viagem, o pai perguntou ao filho:

 - E ai filhão, como foi a viagem para você?

- Muito boa papai, respondeu o pequeno. - Você viu filho, como as pessoas pobres podem ser? Não sei como é que existe gente assim no mundo não é filhão?

 - Sim pai, retrucou o filho.

 - E o que você aprendeu, com tudo o que viu nesses dias, naquele lugar tão paupérrimo?

 O menino respondeu:

 - É pai, eu vi que nós temos só um cachorro em casa, e eles têm quatro. Nós temos uma piscina que alcança o meio do jardim; eles têm um riacho que não tem fim. Nós temos uma varanda coberta e iluminada com florescentes e eles têm as estrelas e a lua no céu. Nosso quintal vai até o portão de entrada e eles têm uma floresta inteira. Nós temos alguns canários que por cima de tudo vivem presos em uma gaiola e eles têm todas as aves que a natureza pode oferecer-lhes, e soltas! Nossa comida é toda industrializada e mais das vezes congelada, a deles é pescada no riacho, colhida na horta ou que pegam no terreiro, enfim papai, a alimentação deles é saudável, enquanto que a nossa não é. E além do mais papai, observei que eles rezam antes de qualquer refeição, enquanto que nós aqui em casa sentamos à mesa (quando sentamos) falando de etiquetas negócios, cotação do dólar, eventos sociais, comemos, empurramos o prato e pronto!

 No quarto onde fui dormir com o Tonho, passei vergonha pois não sabia sequer orar, enquanto que ele se ajoelhou e orou agradecendo a Deus, tudo, inclusive a nossa visita na casa deles; e nós, aqui em casa, vamos para o quarto, deitamos, assistimos televisão e dormimos.  Outra coisa papai, dormi na rede do Tonho, enquanto que ele dormiu no chão, pois não havia uma rede para cada um de nós. Enquanto que aqui na nossa casa colocamos a Maristela, nossa empregada, para dormir naquele quarto onde guardamos entulhos, coitada, sem nenhum conforto, ao passo, que temos camas macias e cheirosas sobrando.

O filho na sua sabia ingenuidade e no seu brilhante desabafo, levantou-se, abraçou o pai e ainda acrescentou:

 - Obrigado papai, por me haver mostrado o quanto "pobres e mesquinhos" nós somos!

 

Tudo o que você tem, depende da maneira como você vive. Por mais que lhe falte coisas, se você tem amor, amigos, família, saúde, bom humor, honradez, tem atitudes positivas e partilha com benevolência as coisas que você ganhou de Deus, você terá vida em abundância!

 Porém, se você é egoísta, "pobre de espírito" e elitista a ti tudo faltará, por mais que você tenha.


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O Bosque

Autor: Charles Kroponsk

 

Tempos atrás, eu era vizinho de um médico, cujo "hobby" era plantar árvores no enorme quintal de sua casa. Às vezes, observava da minha janela o seu esforço para plantar árvores e mais árvores, todos os dias. O que mais chamava a atenção, entretanto, era o fato de  que ele jamais regava as mudas que plantava. Passei a notar, depois de algum tempo, que suas árvores estavam demorando muito para crescer.

Certo dia, resolvi então aproximar-me do médico e perguntei se ele não tinha receio de que as árvores não crescessem, pois percebia que ele nunca as regava. Foi quando, com um ar orgulhoso, ele me descreveu sua fantástica teoria. Disse-me que, se regasse suas plantas, as raízes se acomodariam na superfície e ficariam sempre esperando pela água mais fácil, vinda de cima.

Como ele não as regava, as árvores demorariam mais para crescer, mas suas raízes tenderiam a migrar para o fundo, em busca da água e das várias fontes nutrientes encontradas nas camadas mais inferiores do solo.

Assim, segundo ele, as árvores teriam raízes profundas e seriam mais resistentes às intempéries. Disse-me ainda, que freqüentemente dava uma palmadinha nas suas árvores, com um jornal enrolado, e que fazia isso para que se mantivessem sempre acordadas e atentas.

Essa foi a única conversa que tive com aquele meu vizinho. Logo depois, fui morar em outro país, e nunca mais o encontrei. Vários anos depois, ao retornar do exterior fui dar uma olhada na minha antiga residência. Ao aproximar-me, notei um bosque que não havia antes. Meu antigo vizinho, havia realizado seu sonho!

O curioso é que aquele era um dia de um vento muito forte e gelado, em que as árvores da rua estavam arqueadas, como se não estivessem resistindo ao rigor do inverno. Entretanto, ao aproximar-me do quintal do médico, notei como estavam sólidas as  suas árvores: praticamente não se moviam, resistindo implacavelmente àquela ventania toda.

Que efeito curioso, pensei eu... As adversidades pela qual aquelas árvores tinham passado, levando palmadelas e tendo sido privadas de água, pareciam tê-las beneficiado de um modo que o conforto o tratamento mais fácil jamais conseguiriam.

 Todas as noites, antes de ir me deitar, dou sempre uma olhada em meus filhos. Debruço-me sobre suas camas e observo como têm crescido. Freqüentemente, oro por eles. Na maioria das vezes, peço para que suas vidas sejam fáceis: "Meu Deus, livre meus filhos de todas as dificuldades e agressões desse mundo"...

Tenho pensado, entretanto, que é hora de alterar minhas orações. Essa mudança tem a ver com o fato de que é inevitável que os ventos gelados e fortes nos atinjam e aos nossos filhos. Sei que eles encontrarão inúmeros problemas e que, portanto, minhas orações para que as dificuldades não ocorram, têm sido ingênuas demais. Sempre haverá uma tempestade, ocorrendo em algum lugar. Portanto, pretendo mudar minhas orações. Farei isso porque, quer nós queiramos ou não, a vida é não é muito fácil. Ao contrário do que tenho feito, passarei a orar para que meus filhos cresçam com raízes profundas, de tal forma que possam retirar energia das melhores fontes, das mais divinas, que se encontram nos locais mais remotos.

Oramos demais para termos facilidades, mas na verdade o que precisamos fazer é pedir para desenvolver raízes fortes e profundas, de tal modo que quando as tempestades chegarem e os ventos gelados soprarem, resistiremos bravamente, ao invés de sermos subjugados e varridos para longe.


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Jesus, Eu Sou o Zé (adaptado)

 Autor: Padre Mustafa

 

 Cada dia, ao meio-dia, um pobre velho entrava na Igreja e poucos minutos depois, saía. Um dia o Sacristão lhe perguntou o que fazia (pois havia objetos de valor na Igreja).
- Venho rezar, respondeu o velho.
- Mas é estranho - disse o sacristão desconfiado - que você consiga rezar tão depressa.
- Bem, retrucou o velho, eu não sei mesmo rezar aquelas orações compridas. Mas, todo dia, ao meio-dia, eu entro na Igreja e falo: "Oi Jesus, eu sou o Zé, vim Te visitar". Num minuto já estou de saída. É só uma oraçãozinha, mas tenho certeza que ele me ouve.
Alguns dias depois o Zé sofreu um acidente e foi internado num hospital, e, na enfermaria, passou a exercer uma influência salutar sobre todos: os doentes mais tristes tornaram-se alegres e muitas risada passaram a ser ouvidas.
-Zé - disse-lhe um dia a Enfermeira - os outros doentes dizem que você está sempre tão alegre...
- É verdade irmã. Estou sempre alegre. É por causa daquela visita que recebo todo dia. Me faz muito feliz.
A enfermeira ficou atônita. Já tinha notado que a cadeira encostada na cama do Zé estava sempre vazia. O Zé era um homem solitário. Sem ninguém.
- Quem o visita, Zé? A que horas? - pergunta a enfermeira.
- Todos os dias - respondeu com um brilho nos olhos - ao meio-dia ELE vem ficar ao pé da cama. Quando olho para ELE, sorri e diz:
- "Oi Zé. Sou eu, JESUS, vim te visitar"


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O Eterno Descontente

 Leon Tolstoi

 

 Um homem descontente com a sorte queixava-se de Deus.
- Deus - dizia ele - dá aos outros as riquezas, e a mim não dá coisa alguma. Como é que eu hei de poder fazer o meu caminho nesta vida, sem nada possuir?
Um velho ouviu estas palavras e disse-lhe:
- Acaso és tu tão pobre quanto dizes? Deus não te deu, porventura, saúde e mocidade?
- Não digo que não e até me orgulho bastante da minha força e do verdor dos meus anos.
O velho então pegou na mão direita do homem e perguntou-lhe:
- Deixa cortar-te esta mão por mil rublos?
- Nem por doze mil!
- E a esquerda?
- Também não!
- E por dez mil rublos consentirias em ficar cego por toda a vida?
- Nem um olho dava por tal dinheiro!
- Vês - observou o velho - que riqueza Deus te deu e tu ainda te queixas!


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O Ferreiro

Autor: Anônimo

 

 "Era uma vez um ferreiro que, após uma juventude cheia de excessos, resolveu entregar sua alma a Deus. Durante muitos anos trabalhou com afinidade, praticou a caridade, mas, apesar de toda sua dedicação, nada parecia dar certo na sua vida. Muito pelo contrário seus problemas e dívidas acumulavam-se cada vez mais.

 Uma bela tarde, um amigo que o visitara , e que se compadecia de sua situação difícil, comentou "É realmente estranho que, justamente e pois que você resolveu se tornar um homem temente a Deus, sua vida começou a piorar. Eu não desejo enfraquecer sua fé, mas apesar de toda a sua crença no mundo espiritual, nada tem melhorado".  

O ferreiro não respondeu imediatamente. Ele já havia pensado nisso muitas vezes, sem entender o que acontecia em sua vida. Entretanto, como não queria deixar o amigo sem resposta, começou a falar e terminou encontrando a explicação que procurava.  Eis o que disse o ferreiro: "Eu recebo nesta oficina o aço ainda não trabalhado e preciso transformá-lo em espadas. Você sabe como isto é feito? Primeiro eu aqueço a chapa de aço num calor infernal, até que fique vermelha. Em seguida, sem qualquer piedade, eu pego o martelo mais pesado e aplico golpes até que a peça adquira a forma desejada, logo, ela é mergulhada num balde de água fria e a oficina inteira se enche com o barulho do vapor, enquanto a peça estala e grita por causa da súbita mudança de temperatura. Tenho que repetir esse processo até conseguir a espada perfeita uma vez apenas não é suficiente".  

O ferreiro deu uma longa pausa, e continuou "As vezes, o aço que chega até minhas mãos não consegue agüentar esse tratamento. O calor, as marteladas e a água fria terminam por enchê-lo de rachaduras. E eu sei que jamais se transformará numa boa lâmina de espada. Então, eu simplesmente o coloco no monte de ferro-velho que você viu na entrada de minha ferraria."  

Mais uma pausa e o ferreiro concluiu: "Sei que Deus está me colocando no fogo das aflições. Tenho aceito as marteladas que a vida me dá, e às vezes sinto-me tão frio e insensível como a água que faz sofrer o aço. Mas a única coisa que peço é "Meu Deus, não desista, até que eu consiga tomar a forma que o Senhor espera de mim. Tente da maneira que achar melhor, pelo tempo que quiser, mas jamais me coloque no monte de ferro-velho das almas".

 

 


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