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Histórias que Constroem
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Veja abaixo algumas histórias que nos foram enviadas via email. Para lê-las clique sobre seus títulos.
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anônimo
Era uma vez um escritor que morava numa praia tranqüila, junto de uma colônia de pescadores. Todas as manhãs ele caminhava à beira do mar para se inspirar, e à tarde ficava em casa escrevendo.
Certo dia, caminhando na praia, ele viu um vulto que parecia dançar. Ao chegar perto, ele reparou que se tratava de um jovem que recolhia estrelas-do-mar da areia para, uma por uma, jogá-las novamente de volta ao oceano.
"Por que está fazendo isso?" - perguntou o escritor.
"Você não vê! - explicou o jovem - A maré está baixa e o sol está brilhando. Elas irão secar e morrer se ficarem aqui na areia."
O escritor espantou-se:
"Meu jovem, existem milhares de quilômetros de praias por este mundo afora, e centenas de milhares de estrelas-do-mar espalhadas pela praia. Que diferença faz? Você joga umas poucas ao oceano. A maioria vai parecer de qualquer forma".
O jovem pegou mais uma estrela na praia, jogou de volta ao oceano e olhou para o escritor.
"Para essa aqui eu fiz a diferença...".
Naquela noite o escritor não conseguiu escrever, sequer dormir. Pela manhã, voltou à praia, procurou o jovem, uniu-se a ele e, juntos, começaram a jogar estrelas-do-mar de volta ao oceano.
Sejamos, portanto, mais um dos que querem fazer do mundo um lugar melhor. Sejamos a diferença!
O colar de turquesas azuis
Autor desconhecido
O homem por detrás do balcão olhava a rua de forma distraída enquanto uma garotinha se aproximava da loja. Ela amassou o narizinho contra o vidro da vitrine. Os seus olhos da cor do céu brilharam quando viu determinado objeto. Ela entrou na loja e pediu para ver o colar de turquesas azuis, então disse ao balconista:
"É para minha irmã, você pode fazer um pacote bem bonito ?"O dono da loja olhou desconfiado para a garotinha e lhe perguntou:
"Quanto dinheiro você tem ?"Sem hesitar ela tirou do bolso da saia um lenço todo amarradinho e foi desfazendo os nós. Colocou-o sobre o balcão e disse: "Isso dá, não
dá ?"Era apenas algumas moedas que ela exibia orgulhosa.
" Sabe ", continuou, "eu quero dar este presente para minha irmã mais velha. Desde que nossa mãe morreu ela cuida de mim e não tem tempo para ela . Hoje é aniversário dela e tenho certeza que ela ficará feliz com o colar que é a cor dos olhos dela".
O homem foi para o interior da loja, colocou o colar em um estojo, embrulhou com um vistoso papel vermelho e fez um laço caprichado com uma fita azul.
"Tome", disse para a garotinha, "Leve com cuidado".
Ela saiu feliz saltitando pela rua abaixo. Ainda não acabara o dia quando uma linda jovem de cabelos loiros e maravilhosos olhos azuis adentrou na loja. Colocou sobre o balcão o já conhecido embrulho desfeito e interrogou?
"Este colar foi comprado aqui ?""Sim senhora", respondeu o dono da loja.
"E quanto custou ?"
"Ah!", falou o lojista "o preço de qualquer objeto em minha loja é sempre um assunto confidencial entre o vendedor e o cliente"
"Mas minha irmã tinha somente algumas moedas. E este colar é verdadeiro, não é ? Ela não teria dinheiro para pagar por ele".
O homem tomou o estojo, refez o embrulho com extremo carinho, colocou a fita e devolveu à jovem dizendo: "Ela pagou o preço mais alto que qualquer pessoa pode pagar. Ela deu tudo que tinha".
O silêncio encheu a pequena loja e lágrimas rolaram pela face da jovem enquanto suas mãos tomavam o embrulho.
A verdadeira doação é dar-se por inteiro, sem restrições.
O Trabalho da Borboleta
"Solange"(?)
"Um dia, uma pequena abertura apareceu em um casulo, um homem sentou e observou a borboleta por várias horas conforme ela se esforçava para fazer com que seu corpo passasse através daquele pequeno buraco. Então pareceu que ela parou de fazer qualquer progresso.
Parecia que ela tinha ido o mais longe que podia, e não conseguia ir mais longe. Então o homem decidiu ajudar a borboleta, ele pegou uma tesoura e cortou o restante do casulo. A borboleta então saiu facilmente. Mas seu corpo estava murcho e era pequeno e tinha as asas amassadas.
O homem continuou a observar a borboleta porque ele esperava que, a qualquer momento, as asas dela se abrissem e esticassem para serem capazes de suportar o corpo, que iria se afirmar a tempo. Nada aconteceu!
Na verdade, a borboleta passou o resto da sua vida rastejando com um corpo murcho e asas encolhidas. Ela nunca foi capaz de voar.
O que o homem, em sua gentileza e vontade de ajudar, não compreendia era que o casulo apertado e o esforço necessário à borboleta para passar através da pequena abertura era o modo com que Deus fazia com que o fluido do corpo da borboleta fosse para as suas asas de modo que ela estaria pronta para voar uma vez que estivesse livre do casulo.
Algumas vezes, o esforço é justamente o que precisamos em nossa vida.Se Deus nos permitisse passar através de nossas vidas sem quaisquer obstáculos, ele nos deixaria aleijados. Nós não iríamos ser tão fortes como poderíamos ter sido. Nós nunca poderíamos voar.
Eu pedi Força...e Deus me deu Dificuldades para me fazer forte.
Eu pedi Sabedoria...e Deus me deu Problemas para resolver.
Eu pedi Prosperidade...e Deus me deu Cérebro e Músculos para trabalhar.
Eu pedi Coragem... e Deus me deu Perigo para superar.
Eu pedi Amor... e Deus me deu pessoas com Problemas para ajudar.
Eu pedi Favores... e Deus me deu Oportunidades.
Eu não recebi nada do que pedi... Mas eu recebi tudo de que precisava
amigos."
Pergunta para Ramesh
Padre Mustafa
"Certa vez, perguntei para o Ramesh:
- Por que existem pessoas que saem facilmente dos problemas mais complicados, enquanto outras sofrem por problemas muito pequenos, morrem afogadas num copo de água?Ele simplesmente sorriu e me contou uma história. Era uma vez um sujeito que viveu amorosamente toda a sua vida. Quando morreu, todo mundo falou para que iria para o céu, um homem tão bondoso quanto ele somente poderia ir para o Paraíso.
Ir para o céu não era tão importante para aquele homem, mas mesmo assim ele foi até lá. Naquela época, o céu não havia ainda passado por um programa de qualidade total. A recepção não funcionava muito bem. A moça que o recebeu deu uma olhada rápida nas fichas em cima do balcão e, como não viu o nome dele na lista, lhe orientou para ir ao Inferno.
E no Inferno, você sabe como é. Ninguém exige crachá nem convite,
qualquer um que chega é convidado a entrar. O sujeito entrou lá e foi ficando.
Alguns dias depois, Lúcifer chegou furioso às portas do Paraíso para tomar satisfações com São Pedro:
- Você é um canalha. Nunca imaginei que fosse capaz de uma baixaria como essa. Isso que você está fazendo é puro terrorismo!
Sem saber o motivo de tanta raiva, São Pedro perguntou, surpreso, do que se tratava. Lúcifer, transtornado, desabafou:
- Você mandou aquele sujeito para o Inferno e ele está fazendo a maior
bagunça lá. Ele chegou escutando as pessoas, olhando-as nos olhos,
conversando com elas. Agora, está todo mundo dialogando, se abraçando, se beijando. O inferno está insuportável, parece o Paraíso!
E fez um apelo:
- Pedro, por favor, pegue aquele sujeito e traga-o para cá!Quando Ramesh terminou de contar esta história olhou-me carinhosamente e disse:
- Viva com tanto amor no coração que se, por engano, você for parar no Inferno o próprio demônio lhe trará de volta ao Paraíso!
Parábola Hindu
"Uma mulher cujo filho pequeno acabara de morrer corria pelas ruas desesperada, implorando a todos um remédio mágico que restituísse a vida de seu filho. Alguém então lhe disse para pedir a Buda.
Ela subiu a montanha até ele e implorou a vida de seu filho.
Buda respondeu: Vá até a cidade e traz-me um grão de mostarda de uma casa onde não tenha morrido ninguém.
Ela desceu a montanha e correu as casas da cidade sem encontrar uma única casa onde ninguém tivesse morrido. Assim ela voltou até Buda mais reconfortada e ouviu dele a verdade:
No mundo do homem e no mundo dos deuses, a lei é uma só: todas as coisas são passageiras. "
Adaptação de um conto de Malba Tahan
"Dois amigos viajavam pelas montanhas da Pérsia. Certa manhã chegaram às margens de um rio pedregoso que deveriam atravessar. Ao saltar de uma pedra um deles foi infeliz e caiu nas águas em revolta. Sem hesitação, seu amigo atirou-se à correnteza e, lutando bravamente, conseguiu salvar seu companheiro.
Quando chegaram à margem, aquele que caíra gravou numa grande pedra:
-Neste lugar, durante uma jornada, Nagib salvou heroicamente seu amigo Mussa.E assim prosseguiram. De regresso à sua terra novamente precisaram atravessar o mesmo rio. Fatigados, descansaram na areia conversando. Num momento, por motivo fútil, surgiu discussão e desavença entre eles e Nagib esbofeteou seu amigo. Mussa não revidou. Pegou seu bastão e escreveu na areia:
-Neste lugar, durante uma jornada, Nagib injuriou gravemente seu amigo Mussa.
Um dos companheiros perguntou-lhe por que escrevera na areia desta vez, já que a inscrição sumiria rapidamente. E Mussa respondeu:
- O benefício que recebi de Nagib permanecerá para sempre no meu coração; mas a injúria, tal como esta inscrição na areia, desejo que se apague bem depressa de minha lembrança. "
Saint-Exupéry
" - A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. - Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas, mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
- O que é preciso fazer? perguntou o principezinho.
- É preciso ser paciente.- respondeu a raposa.-Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. E eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, a cada dia, te sentarás mais perto..."
Gibran Khalil Gibran
"Vossos filhos não são vossos filhos.
São os filhos e as filhas da ânsia da Vida por si mesma.
Vêm através de vós mas não de vós.
E embora vivam convosco, não vos pertencem.Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos,
Porque eles têm seus próprios pensamentos.
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;
Pois suas almas moram na mansão do amanhã, que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.
Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós;
Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados.
Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flexas vivas.
O Arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda Sua força para que Suas flexas se projetem, rápidas e para longe.
Que vosso encurvamento na mão do Arqueiro seja vossa alegria:
Pois assim como Ele ama a flexa que voa, também ama o arco que permanece estável."
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